Neste artigo, detalhamos quais são os possíveis sinais silenciosos do câncer ginecológico e explicamos como favorecer sua detecção em tempo oportuno.
Em estágio inicial, o câncer ginecológico costuma ser assintomático. Outras vezes, o tumor até provoca algumas manifestações, mas como se tratam de sinais genéricos, acabam sendo associados a outras doenças ou, simplesmente, passando despercebidos. Nesse cenário, as chances de obter o tão valioso diagnóstico precoce diminuem consideravelmente.
Neste artigo, detalhamos quais são os possíveis sinais silenciosos do câncer ginecológico e explicamos como favorecer sua detecção em tempo oportuno. Explicamos, também, porque a atuação dos/as cirurgiões/ãs oncológicos/as no combate à doença é tão importante. Confira!
Câncer ginecológico é todo tumor maligno que se desenvolve no sistema reprodutor feminino. Isso engloba as neoplasias do ovário, útero, colo do útero, vagina e vulva (formada pelos grandes e pequenos lábios, clitóris, introito vaginal e glândulas de lubrificação).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA),os tumores ginecológicos mais comuns são os cânceres de colo do útero, corpo do útero (endométrio e sarcoma uterino) e ovário. Eles respondem pelo terceiro, sétimo e oitavo lugar, respectivamente, no ranking geral de neoplasias malignas que atingem a população feminina brasileira.
Isso significa que, a cada ano, mais de 30 mil mulheres são acometidas por algum câncer ginecológico. A elevada incidência decorre, justamente, da descoberta tardia — sob o argumento de que os sinais e/ou sintomas em estágio inicial são ausentes ou inespecíficos.
Os chamados sinais silenciosos são aqueles que passam despercebidos ou até são notados, mas não recebem a devida atenção. Isso ocorre porque, na maioria das vezes, o câncer ginecológico em estágio inicial provoca poucos ou nenhum sintoma. A exceção, vale destacar, é o sangramento vaginal anormal, que pode ocorrer em casos de câncer de colo do útero e câncer de endométrio.
Outros sinais que devem ser observados, pois podem surgir logo no início da doença, são:
Seja como for, cada câncer ginecológico tem suas particularidades. Portanto, os sinais e sintomas sempre vão variar em função do órgão afetado, tamanho do tumor e extensão no organismo.
Existem duas formas de viabilizar o diagnóstico precoce de um câncer ginecológico. A primeira é indo às consultas ginecológicas e realizando os exames de rotina, indicados conforme a faixa etária e os fatores de risco. Os mais solicitados são o exame pélvico, o exame citopatológico (Papanicolau),o novo DNA-HPV, a colposcopia, a vulvoscopia e, quando necessário, a biópsia (exame histopatológico do achado suspeito).
O rastreamento consiste, basicamente, em aplicar exames em pessoas “saudáveis” (ou seja, assintomáticas),dentro de uma população específica. Por exemplo: a partir do início da vida sexual (ou após os 25 anos), inicia-se o rastreio do câncer de colo do útero, por meio do Papanicolau.
Assim, o objetivo do rastreamento é fazer o diagnóstico da doença em uma fase inicial ou, se possível, antes mesmo de se tornar um câncer — a chamada lesão pré-maligna. Para os demais tipos de tumores ginecológicos, entretanto, os rastreamentos são indicados, apenas, sob condições bastante específicas.
A segunda maneira é encarar os sinais inespecíficos como um alerta de que algo pode não estar bem no organismo, procurando ajuda médica o quanto antes. Com isso, pode-se investigá-los e, caso haja alguma malignidade, intervir em um período mais oportuno.
O papel do/a cirurgião/ã oncológico/a se concentra na indicação e realização dos procedimentos cirúrgicos necessários para extinguir (ou controlar) a doença, bem como na definição da estratégia terapêutica para prevenir seu retorno. Para isso, o/a especialista atua junto a uma equipe multidisciplinar, visando beneficiar a saúde do paciente como um todo.
Para concluir, devemos ressaltar que a existência de um ou mais sinais, na maioria das vezes, não indica a presença de um câncer ginecológico. De qualquer forma, quanto mais atenta a mulher estiver à própria saúde, zelando pela frequência dos check-ups médicos periódicos, melhor. Afinal, isso aumenta as chances de diagnosticar, precocemente, eventuais problemas e, consequentemente, favorece o sucesso dos tratamentos e as taxas de cura!
Fonte:(SBCO)